Grêmio vence na prorrogação e está na final do Mundial de Clubes

Por Portal Opinião Pública 13/12/2017 - 09:44 hs
Foto: Giuseppe Cacace / AFP

Após empate por 0 a 0 no tempo normal, Everton fez o gol da vitória do Grêmio por 1 a 0 sobre o Pachuca na prorrogação, nesta terça-feira (12), e garantiu a classificação do Tricolor gaúcho para a final do Mundial de Clubes da FIFA.

O atacante saiu do banco de reservas no segundo tempo e definiu a partida, aos cinco minutos do primeiro tempo da prorrogação.

Agora o Grêmio espera o vencedor do duelo entre Real Madrid e Al Jazira, dos Emirados Árabes Unidos, que jogam a outra semifinal nesta quarta-feira (13). O time espanhol busca o bicampeonato consecutivo da competição, enquanto a equipe local quer continuar fazendo história com a chance de eliminar o principal favorito a conquista do título.

O Grêmio deu o primeiro passo para devolver o título do Mundial de Clubes ao Brasil, o que não acontece desde a conquista do Corinthians em 2012. Quem também está perto de uma nova marca é o técnico Renato Gaúcho, que foi herói do título mundial de 1983, como jogador e pode se sagrar campeão como treinador.

A final será disputada no sábado (16), às 15 horas (de Brasília), no estádio Zayed Sports City, em Abu Dhabi.

O jogo

Nos primeiros minutos de partida o Grêmio sentiu falta de um de seus principais jogadores, o jovem Arthur, responsável por conectar o setor defensivo e ofensivo. O meia se lesionou no jogo de volta da final da Libertadores contra o Lanús.

Com muitas faltas na primeira etapa e intensidade nas disputas, o jogo lembrou partidas da competição sul-americana. As duas equipes dividiram a posse de bola de maneira equilibrada, mas a partida teve poucas chances de gol.

As melhores oportunidades do Grêmio foram em cobranças de falta de Edílson e Fernandinho, aos 16 e 40 minutos do primeiro tempo.

Do outro lado, os mexicanos tiveram chances com o japonês Honda, que ficou cara a cara com o goleiro Marcelo Grohe, aos 45. Mas antes da conclusão da jogada, Bruno Cortez apareceu na hora para cortar o lance e evitar o gol.

O Tricolor gaúcho voltou melhor na volta do intervalo e Renato Gaúcho aproveitou o momento para arriscar e levar o time ao ataque. No entanto, o Pachuca foi o primeiro a levar perigo na etapa complementar, com Guzmán arriscando de fora da área e exigindo boa defesa de Grohe.

A jogada perigosa acordou o Grêmio, que respondeu com finalização de Luan defendido por Pérez. A bola ainda tocou no pé da trave.

O atacante Everton entrou no lugar de Michel para aumentar a movimentação ofensiva do time gaúcho. O Grêmio queria aproveitar o cansaço do Pachuca, que precisou disputar 120 minutos do jogo das quartas de final contra o Wydad Casablanca.

Por outro lado, rondava o medo das eliminações precoces vividas por dois brasileiros nos últimos anos, o rival Internacional, derrotado pelo Mazembe (2010), e pelo Atlético Mineiro, contra o Raja Casablanca (2013).

Já o Pachuca não tinha a menor vergonha em mostrar que o empate era um bom resultado, com Óscar Pérez gastando muito tempo para repor a bola em jogo e buscando a prorrogação. Dito e feito.

Prorrogação

No início do tempo extra, Renato Gaúcho mandou o time para frente e foi recompensado com Everton. Aos cinco minutos do tempo extra, o atacante recebeu pelo lado esquerdo, driblou um marcador e bateu com categoria para abrir o placar.

Com a vantagem a equipe gaúcha diminuiu o ímpeto e começou a trocar passes com mais tranquilidade. Já o Pachuca foi para o desespero em busca do empate.

Mas os mexicanos estavam exaustos, por conta das duas prorrogações disputadas em um espaço de três dias. Para piorar ainda mais, Guzmán ainda levou cartão vermelho aos cinco minutos da segunda etapa do tempo extra. O Grêmio quase ampliou o placar, e depois só segurou o resultado para alegria da torcida que invadiu Al Ain para acompanhar o time.