Mauá repõe 28 profissionais do Programa “Mais Médicos”

Por Portal Opinião Pública 29/03/2019 - 11:21 hs
Foto: Karina Zambrana /ASCOM/MS

 

Cinco médicos brasileiros com diplomas estrangeiros se apresentaram na manhã de quinta-feira (28) em Mauá, mediante segunda etapa do edital do programa federal “Mais Médicos”, iniciada em dezembro pelo Ministério da Saúde. Com o novo quadro, o município preencheu 28 das 35 vagas deixadas por profissionais cubanos no ano passado, que retornaram ao país de origem por determinação do governo de Cuba.

Atualmente, Mauá passa a ter ao todo 39 generalistas – todos brasileiros – pelo “Mais Médicos”, sendo que os últimos cinco profissionais apresentados iniciam seus trabalhos nesta sexta-feira (29) nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) Macuco, Jardim Zaíra 2, Jardim Primavera, Jardim Santista e Jardim Kennedy.

Entre os novos profissionais, três são formados na Bolívia, um na Argentina e outro no Paraguai.

Designado à UBS Zaíra 2, Jonatas de Souza Pedroso, 37 anos, é formado desde julho do ano passado em medicina na Universidad de la Integración de las Américas, em Assunção (Paraguai). Antes, o médico trabalhava como analista de sistema, porém, algo o incomodava: ficar apenas atrás de uma mesa, enquanto podia fazer algo a mais pela sociedade ao trabalhar com pessoas.

Natural de Araçatuba (524 km a noroeste de São Paulo), Pedroso afirma que as expectativas de trabalhar em Mauá são boas e deseja aplicar uma lição que aprendeu com a população do Paraguai: respeito, união e solidariedade. “Os profissionais aqui (na cidade) são espetaculares, abertos e dispostos a nos ajudar”, afirmou.

De Guaçuí, interior do Espírito Santo, Jaqueline Martins Paiva, 36 anos, trabalhava em comércio, porém, teve de lidar com a morte dos pais em decorrência de câncer. As perdas dos entes mais próximos da família a motivaram a buscar a prevenção como promoção de qualidade de vida para outras pessoas. Dessa forma, em 2011, matriculou-se em medicina na Universidade de Aquino Bolívia, em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia).

“Aprendemos a cuidar da população de uma forma preventiva. O que nos leva a ser acolhedor, ouvir e aproximar o médico com a família do paciente de forma humanizada”, explicou.

No ano passado, Mauá chegou a ter 46 profissionais ao todo pelo Mais Médicos, sendo 35 nascidos em Cuba. Em outubro, dois cubanos se desligaram e, no mês seguinte, o restante recebeu ordem de retornar a Havana.