Orgulho e tristeza fazem parte do dia a dia dos moradores mauaenses

Por Portal Opinião Pública 25/07/2019 - 17:34 hs
Foto: Divulgação

 

Andar pelas ruas de Mauá, uma das cidades mais importantes do Estado de São Paulo, dá um misto de orgulho e tristeza.

Orgulho por pensar que a industrialização está presente aqui, onde temos refino do petróleo bruto, a segunda e terceira geração do petróleo na indústria química, que aqui se desenvolve uma das mais fortes atividades econômicas que ajudaram a alavancar o crescimento do Brasil, de São Paulo e da cidade de Mauá, onde encontramos várias culturas de brasileiros e de outros povos, que tiveram em Mauá a sua força de trabalho.

A tristeza vem só por olhar ao redor. Hoje boa parte de Mauá está degradada e, apesar das promessas de vários gestores, nossa cidade ficou com poucas perspectivas reais de mudança.

Maltratada, mal representada, as ruas, o comércio, a saúde, atividades ilegais, tráfico, roubos e furtos, mas dá para olhar e não perder a esperança, é saber que Mauá ainda permite sentir orgulho, um povo com espírito de luta para o desenvolvimento que a cidade merece.

São Paulo deve muito para Mauá e esta dívida não está sendo paga. A história de Mauá é rica e envolve a fé e o trabalho de nosso povo lutador.

Foi inicialmente pelos trilhos da velha estrada de ferro Barão de Mauá e agora pelo asfalto do Rodoanel Mário Covas que teria que engatar de vez em um ritmo, a industrialização em Mauá ao redor do Rodoanel, porém não foi gerenciado um movimento de atração de empreendimentos.

Mauá tem um fator que potencializa esse desenvolvimento, além das estruturas do Rodoanel, de áreas livres, Mauá é um celeiro exportador de mão de obra simples e especializada, nas manhãs temos nas ruas, nos terminais de ônibus, na estação de trem, um movimento de trabalhadores e trabalhadoras indo prestar serviço em outros municípios, engenheiros, enfermeiras, comissários (as) de bordo, secretárias, um enorme contingente de especialistas servindo os municípios.Temos que construir uma nova vida, um novo futuro, como dizia Gonzaguinha: “Mostra essa gente de valor”.

Condi do Pólo trabalhou por 45 anos no Pólo Petroquímico e conta no Jornal Opinião Pública histórias dessa época