Para Wagner Rubinelli, caso confirmadas as irregularidades envolvendo a Suzantur, administradores públicos poderão responder por eventuais crimes ou ilicitudes

Por Portal Opinião Pública 03/10/2019 - 15:20 hs
Foto: Divulgação

 

Para o professor e advogado Wagner Rubinelli, as denúncias envolvendo a empresa Suzantur são gravíssimas, só para ter uma noção da gravidade dos fatos, em 3 de maio, a então prefeita Alaíde Damo (MDB) encaminhou ofício a Câmara Municipal informando que a empresa Suzantur opera na cidade com 25 veículos a menos que o exigido na licitação realizada em 2014. Segundo matérias veiculadas em jornais regionais, a Suzantur, desde 2018, estaria supostamente desrespeitando as exigências da licitação, obviamente não cabe ao executivo permitir que a empresa opere com veículos a menos do previsto na licitação, e caso isso ocorra, estaria o prefeito cometendo crime contra a licitação e também de improbidade administrativa.

Uma das perguntas do professor Wagner Rubinelli é como uma empresa de transporte pode operar com uma quantidade de ônibus inferior ao previsto na respectiva licitação?

Ao que consta, seriam 25 ônibus que poderiam transportar centenas de pessoas a mais todos os dias.

O acompanhamento do Ministério Público, provocado pelo vereador Manoel Lopes (DEM), sobre os fatos apontados pela mídia é fundamental para se apurar e punir eventuais crimes caso constatados.

Infelizmente, o pedido de CPI apresentado na Câmara Municipal foi rejeitado pela base governista do atual prefeito Atila Jacomussi (PSB), e com isso impossibilita que todas as possíveis irregularidades sejam apuradas.

Para o professor Wagner Rubinelli, outro ponto a ser apurado com rigor é se o ISS (Imposto Sobre Serviço) estaria sendo cobrado de forma indevida, e quais os métodos de cobrança? Pois segundo veiculado em jornais da região, a dívida da Suzantur com Mauá já estaria na casa dos R$ 6 milhões.

Os vereadores Fernando Rubinelli (PDT), Manoel Lopes (DEM), Adelto Cachorrão (Avante), Marcelo Oliveira (PT), Professor Betinho (DC) e Sinvaldo Carteiro (DC) votaram pela aprovação de uma CPI para apurar todos os fatos na Câmara, contudo, infelizmente o pedido foi rejeitado pela maioria dos vereadores da base governista do prefeito Atila Jacomussi.  

Agora a única possibilidade de se chegar à verdade dos fatos será com uma profunda investigação por parte do Ministério Público em parceria com estes vereadores.

Começamos agora a entender porque o transporte público é de má qualidade em nossa cidade, destaca o professor e advogado Wagner Rubinelli.