Wanessa Bomfim afirma que Mauá precisa eleger pessoas com capacidade e comprometidas com a cidade

Por Portal Opinião Pública 05/12/2019 - 10:51 hs
Foto: Divulgação
Wanessa Bomfim afirma que Mauá precisa eleger pessoas com capacidade e comprometidas com a cidade
Para Wanessa, governantes de Mauá deveriam não apenas planejar ações em prol da cidade

 

Neste domingo (8), Mauá chega a 65 anos como cidade independente. Porém, os recentes episódios de trocas no comando da cidade geraram um clima de instabilidade geral, o que não contribui para o desenvolvimento que a população anseia.

Para a advogada Wanessa Bomfim, entretanto, é possível mudar esse cenário já em 2020, durante as eleições municipais. Segundo ela, o eleitor mauaense terá, com seu voto, um importante instrumento em suas mãos para mudar os rumos da cidade. Mas para isso, será preciso avaliar bem os candidatos, optando por quem demonstre capacidade e comprometimento com o município.

Em entrevista ao Jornal Opinião Pública, ela explicou seu ponto de vista sobre a atual situação de Mauá e como seria possível fazer com que a cidade possa crescer e se tornar um lugar melhor para seus munícipes. 

Jornal Opinião Pública – Prestes a completar 65 anos, Mauá ainda vive um momento de incertezas, gerado pelos problemas políticos recentes. É possível acreditar que esse cenário irá se estabilizar e como isso seria possível? 

Wanessa Bomfim – Esses problemas políticos vistos na cidade são um reflexo do voto do cidadão. Quando acabamos votando em qualquer candidato, sem avaliar se ele tem uma especialização ou comprometimento, o resultado não será positivo. E hoje a cidade está pagando por isso, porque há anos existe um ciclo vicioso, em que os mesmos políticos e os mesmos grupos são eleitos.

Para mudar esse cenário, a população precisa avaliar o que é necessário em cada setor e o que os 23 vereadores, os secretários e o prefeito estão fazendo para melhorar. E falo isso sobre todos aqueles que passaram pela administração pública e não apenas dos atuais. Vou dar um exemplo. Não podemos concordar que seja gasto dinheiro no meio do ano com a realização da Festa Junina, que é um evento legal e que leva entretenimento e cultura às pessoas, sem que primeiramente os uniformes escolares sejam entregues às crianças em janeiro, no começo do ano letivo. Vemos esse tipo de problema há muitos anos. Então, precisamos ter uma lista de prioridades, como melhorar a saúde, a educação, e comprometimento para que em seguida outras áreas também se desenvolvam. E como fazemos isso? Qualificando a forma de votar. 

JOP – E como é possível conscientizar o eleitor sobre a importância de seu papel nas decisões que envolvem a cidade? 

WB – Esse é um trabalho que precisa ser constante. Precisamos ensinar desde as crianças sobre cumprir seus deveres e exigir nossos direitos, como fazemos no meu instituto, para que eles cresçam como cidadãos responsáveis, e também levar informação aos eleitores, para que eles possam conhecer as funções e atribuições de quem irá nos representar na esfera pública e entender sua importância neste processo. 

JOP – Em quais áreas os governantes precisam trabalhar para buscar melhorias? 

WB – Antes de definir uma área em que eles precisam trabalhar, eles precisam olhar seus valores e princípios e respeitar a população. São quase 500 mil habitantes em Mauá. Por isso, a primeira área em que um gestor deveria trabalhar seria a administração pública, fazendo valer e seguindo o calendário, planejando e executando os serviços necessários. Se o governante sabe que no começo do ano é preciso, por exemplo, entregar os uniformes escolares, é necessário se organizar. Só não pode deixar um setor de lado e tratar de outros menos importantes.

Além disso, ao meu ver, o primeiro lugar que precisaria de melhorias é a saúde. E para isso é preciso planejamento e organização entre as unidades de saúde, hospitais, trabalhar a saúde de forma preventiva, contar com projetos que envolvam os agentes de saúde para atender as pessoas que não têm acesso a um posto ou uma UPA. 

JOP – A comunicação com a população também é algo importante em uma administração. Como é que ela deve ocorrer, em seu ponto de vista, para que os governantes entendam melhor as demandas da cidade? 

WB – Temos hoje a ouvidoria, que é um canal direto entre a população e a administração pública, mas acredito que são necessárias ações dentro dos bairros que realmente funcionem, como reuniões periódicas da população com o prefeito e os vereadores. Essa comunicação é importante porque cada bairro tem suas dificuldades. O Parque São Vicente tem uma, o Zaíra tem outra e ouvir o que a população de cada parte de Mauá tem a dizer ajuda a diagnosticar quais são esses problemas para que a gestão possa resolvê-los. Por isso é preciso criar um método para ouvir a todos, estando perto de quem os elegeu. Os políticos não podem se aproximar da população somente em período eleitoral. É necessário acompanhar de perto o dia a dia dos cidadãos.