Multas irregulares serão revistas em Mauá

Por Portal Opinião Pública 26/01/2018 - 09:38 hs
Foto: Reprodução / Google

A Prefeitura de Mauá promete analisar, nos próximos dias, multas aplicadas a motociclistas por invasão ao corredor de ônibus instalado na Avenida Barão de Mauá. Isso porque, após mudança do local de instalação de câmeras de monitoramento – substituídas por modelos que integram o sistema Detecta -, os equipamentos foram desconfigurados e, com isso, teriam passado a atuar em dias e horários inadequados – a proibição vale de segunda a sexta-feira entre 5h e 8h e das 17h às 20h.

O assunto gerou muita polêmica na cidade, tendo em vista a publicação de vídeo no Facebook no qual o prefeito, Atila Jacomussi (PSB), promete a grupo de condutores que cancelaria “todas as infrações emitidas no período de novembro de 2017 a 20 de janeiro”.

Segundo a Prefeitura, a decisão foi tomada após comissão de motociclistas reivindicar junto ao Departamento de Trânsito da cidade revisão da fiscalização eletrônica feita na faixa exclusiva de ônibus da Avenida Barão de Mauá.

A substituição dos equipamentos para radares mais modernos, segundo a Prefeitura, foi adotada como forma de os itens integrarem o projeto Detecta, no qual as câmeras são utilizadas pela Polícia Militar para monitorar veículos suspeitos.

Responsável pelos equipamentos, a CLD (Construtora Laços Detetores e Eletrônicos) assumiu a falha e informou à administração que providencia o cancelamento das autuações. “Enviaremos comunicado aos munícipes que foram prejudicados”, destacou a empresa em ofício encaminhado à Prefeitura.

A medida, porém, não deve contemplar todos os motoqueiros que ali cometeram infrações. Isso porque, a Prefeitura só irá analisar o caso daqueles que se sentirem prejudicados e que apresentarem recursos contra as multas à Jari (Junta Administrativa de Recursos de Infrações) do município “para avaliação pertinente seguindo as normas do Código de Trânsito Brasileiro”.

De acordo com o CTB, o motorista que trafegar em espaços exclusivos para o transporte público nos horários proibidos poderá ter o carro apreendido, além de levar sete pontos na carteira e levar multa no valor de R$ 293,47.

No ano passado, em Mauá, foram emitidas 15.656 infrações entre janeiro e julho – média de 86 por dia -, segundo balanço da própria administração municipal.