Cidades do Grande ABC descartam decisão coletiva sobre tarifa de ônibus

Por Portal Opinião Pública 09/02/2018 - 09:03 hs
Foto: Rodrigo Zerneri

 

Prefeitos do Grande ABC definiram, nesta quinta-feira (8), durante reunião no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, que a decisão sobre a tarifa do transporte municipal da região não será mais realizada de forma coletiva. Dessa maneira, caberá a cada cidade avaliar a necessidade de reajuste dos valores no momento em que considerar oportuno.

“A posição oficial do Consórcio é de que o assunto não será mais debatido na entidade. Em comum acordo, os prefeitos acreditam que esta é uma questão municipal e que cada um definirá a tarifa conforme sua conveniência de valor e de momento”, afirma o prefeito de São Bernardo e presidente da entidade, Orlando Morando (PSDB).

Enquanto a maior parte das capitais brasileiras já convive com o aumento das tarifas de ônibus, prefeituras da região ainda seguem em tratativas com empresários do setor para avaliar o reajuste.

Concessionárias de transporte público oficializaram pedido para reajuste do valor da passagem no mês passado. Na época, o diretor jurídico do SETC/ABC (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do ABC), Francisco Bernardino Ferreira, justificou a medida como possível alternativa para reverter o atual desequilíbrio econômico encontrado no sistema de transporte público na região. “É quase unânime que todas as empresas e consórcios enfrentam dificuldades, principalmente em relação ao aumento do combustível, na elevação do custo de mão de obra e com a manutenção dos veículos”, destacou.

Gratuidade no transporte

Municípios do Grande ABC devem também, nos próximos dias, realizar de maneira individual a revisão de concessão de gratuidade no sistema de transporte municipal de ônibus. A princípio, a ideia é que a realização de pente-fino no cadastro de usuários contemplados com o benefício aponte alternativa ao atual modelo, responsável por causar desequilíbrio econômico ao sistema, já que em determinadas cidades chega a contemplar 40% dos usuários dos ônibus.