Grupo "Mulheres do Brasil" inaugurará primeiro núcleo do Grande ABC em Mauá no mês de abril
O grupo “Mulheres do Brasil”, presidido nacionalmente pela empresária Luiza Trajano, deverá inaugurar no próximo mês um núcleo em Mauá. A solicitação para instalação de uma sede no município foi feita pela country manager Adriana Viana, moradora da cidade e membro há cerca de três anos do coletivo que tem atuado em diversas frentes e segmentos da sociedade civil em busca de melhorias para o país.
Já nomeada líder do futuro núcleo mauaense, Adriana contou que o pedido de autorização para montar uma sede do grupo em Mauá aconteceu em outubro do ano passado e foi sancionado em fevereiro. Esse será o primeiro núcleo do coletivo na região do Grande ABC. “Fiquei feliz porque ganhamos esse presente, de ter um núcleo aqui, no mês das mulheres. Já estamos bem adiantadas em relação às outras cidades (do Grande ABC)”, contou.
Adriana, que durante o mês de março está finalizando seu treinamento para coordenar o conjunto, também deixou claro que o grupo não fará distinção de ideologia política, já que possui um caráter suprapartidário, e nem de classe social com relação a escolha das integrantes. Muito pelo contrário. Para ela, é fundamental que o núcleo possua mulheres de diferentes vivências e segmentos da sociedade. Bastante animada com a novidade, a country manager revelou que os nomes das futuras integrantes já estão sendo analisados, apoiados em uma premissa básica do “Mulheres do Brasil”: diversidade.
“Queremos mulheres da educação, da saúde, empreendedoras, porque precisamos ter boas mulheres em todos os segmentos da sociedade. Estamos neste processo de escolha e temos nomes muito interessantes, que podem fazer a diferença”, explicou.
A country manager também destacou que o intuito do “Mulheres pelo Brasil” é apoiar bons projetos e boas práticas já existentes nas cidades onde atua. “Apoiamos movimentos que já existem. Se por exemplo, existir um movimento em Mauá que defende a mulher, nós vamos convidar essas pessoas para verificar como podemos ajudá-las, porque se fizéssemos um projeto mais específico, talvez não conseguíssemos alcançar (o público) de uma maneira mais universalizada. Assim podemos chegar a mais lugares”, argumentou.
Outro objetivo do “Mulheres do Brasil” é engajar, cada vez mais, a população feminina nos debates políticos. Embora seja apartidário, o grupo possui um comitê específico para tratar desta questão e no entendimento de Adriana, é essencial que mais mulheres possam se envolver nas decisões que definem os rumos da sociedade e ter uma representatividade maior nos poderes Executivo e Legislativo, algo que não vem ocorrendo em Mauá. Nas últimas duas eleições municipais, por exemplo, nenhuma mulher foi eleita vereadora na cidade. Entretanto, a líder do núcleo mauaense acredita que exemplos do mundo inteiro mostram que os governos liderados por mulheres dão vazão ao sucesso de várias áreas, especialmente no social.
“Eu não aceito que em 2024 não tenhamos uma representante mulher na Câmara de Mauá. Temos que fazer alguma coisa, acho que já passou da hora”, enfatizou.
Movimento “Unidos Pela Vacina”
Adriana Viana também comentou uma das ações recentes do grupo “Mulheres do Brasil”, o movimento “Unidos pela Vacina”, que reúne entidades, empresas, associações e ONGs em um esforço para tornar viável a vacinação de todos os brasileiros até setembro deste ano. Lançada em fevereiro, a iniciativa está presente em todos os estados da federação e no Distrito Federal para discutir diretrizes e medidas junto aos governos e à sociedade civil em relação a vacinação contra a Covid-19.
Um dos objetivos do movimento é fazer o levantamento dos dados referentes às 5.570 cidades do país para identificar quais são as necessidades de cada município. Segundo Adriana, a Prefeitura de Mauá já havia respondido a um questionário proposto pelo movimento para a coleta destas informações, assim como outras três cidades do Grande ABC (São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Ribeirão Pires). “É muito importante responder (o questionário), porque só vamos saber o que é preciso se nos informarem”.
Por fim, Adriana destacou a conscientização como uma arma importante para mostrar à população que tanto as vacinas são seguras como é fundamental seguir os protocolos de distanciamento social e de proteção individual, como o uso de máscara e a higienização pessoal, e que o movimento também trabalhará sob essa premissa.
“As vacinas são seguras e hoje é a única arma que temos para resolver nosso problema. Temos que nos vacinar e fazer essa conscientização, porque existem muitas fake news e o negacionismo, que temos de combater, e os cuidados que precisamos tomar”, encerrou.
O grupo “Mulheres do Brasil”
Lançado em 2013 por 40 mulheres de diferentes setores da sociedade, o grupo “Mulheres do Brasil” tem pautado sua atuação em ações que visam melhorias para o país. Considerado um grupo suprapartidário – ou seja, que não possui vínculos com partidos políticos -, atualmente o conjunto conta com mais de 80 mil integrantes no Brasil e no exterior e não visa garantir benefícios pessoais ou profissionais a suas participantes.
Ao todo, o grupo possui com 22 comitês, direcionados a atuar em diversas áreas da sociedade civil, e inaugurou 104 núcleos espalhados pelas cinco regiões do Brasil e por outros países na América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e Oceania.
Para maiores informações sobre o trabalho do grupo “Mulheres do Brasil” ou de como fazer parte, basta entrar no site https://www.grupomulheresdobrasil.org.br.




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