Vacina de Oxford apresenta 76% de eficácia em prevenção de casos sintomáticos de Covid-19

Por Portal Opinião Pública 25/03/2021 - 11:32 hs
Foto: Dado Ruvic/Illustration/Reuters

A Universidade de Oxford, na Inglaterra, e a empresa AstraZeneca, responsáveis pela vacina de Oxford, anunciaram nesta segunda-feira (22) que o imunizante possui uma eficácia de 76% na prevenção de casos sintomáticos da Covid-19. Os testes da fase 3 da vacina também mostraram uma eficácia de 85% nas vacinações de pessoas com mais de 85 anos e de 100% para casos considerados graves ou que precisam de internação.

Ao todo, 32.449 voluntários participaram dos ensaios comandados pela universidade e pela empresa nos Estados Unidos, Peru e Chile. O objetivo dos testes era comprovar a eficiência da vacina em larga escala.

Com os resultados em mãos, a AstraZeneca deverá entrar com o pedido para o uso emergencial da vacina nos Estados Unidos, que atualmente tem utilizado três imunizantes para vacinar sua população: o da Pfizer, o da Moderna e o da Johnson. Entretanto, segundo o jornal “The New York Times”, é improvável que a vacina seja utilizada no país antes de maio, mesmo sendo aprovada.

No Brasil, a vacina de Oxford está sendo aplicada desde janeiro e na última semana conseguiu o registro definitivo pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

Sinovac afirma que CoronaVac é segura para jovens de 3 a 17 anos 

O laboratório Sinovac, um dos responsáveis pela produção da CoronaVac, informou nesta terça-feira (23) que a vacina é segura o suficiente para ser aplicada em jovens de 3 a 17 anos, de acordo com dados preliminares de estudos realizados pela farmacêutica. Com a obtenção destes resultados, o próximo passo do laboratório é enviar essas informações à agência de medicamentos chinesa, na expectativa de aumentar a faixa etária de cobertura do imunizante. Até o momento, 70 milhões de doses da CoronaVac foram distribuídas ao redor do mundo, segundo a Associated Press. Entretanto, a vacina só é aplicada atualmente em maiores de 18 anos.

De acordo com a farmacêutica, 550 jovens participaram dos testes da vacina nas fases 1 e 2 e apenas dois deles apresentaram febre alta após a aplicação do imunizante. Outros voluntários que apresentaram reações tiveram sintomas moderados.