No verão, cuidados básicos evitam a micose
A combinação de calor,
piscina, areia, praia e o aumento da transpiração formam o cenário perfeito
para o aparecimento das micoses. De acordo com o dermatologista Antonio Lui, do
Hospital Santa Casa de Mauá, além desses fatores, permanecer com roupas de banho
molhadas por longo tempo também favorecem a proliferação de fungos e
micro-organismos. As pessoas com imunidade baixa têm ainda maior disposição
para contrair o problema e qualquer bactéria pode invadir alguns órgãos e
provocar complicações.
O tipo de micose mais frequente no verão é a frieira, que
atinge a pele entre os dedos, principalmente, os dos pés; a patologia também
pode acometer as unhas e causar alteração de cor e deformidades; a pitiríase
versicolor, compromete a pele do tronco com manchas brancas, róseas ou pardas.
Nesse caso, o paciente só percebe sua presença quando se expõe ao sol e essas
áreas não bronzeiam devido aos fungos. Existem também as micoses profundas,
mais graves, cujos fungos se instalam em órgãos internos do corpo.
Alguns hábitos ajudam a evitar o problema como secar bem as
dobras do corpo ao sair do banho, especialmente virilha, axilas e os espaços
entre os dedos das mãos e dos pés; evitar roupas úmidas em contato com a pele
por muito tempo; usar chinelos em saunas, academias, vestiários e chuveiros
públicos; não compartilhar objetos pessoais como toalhas, sapatos, meias e
chinelos; evitar uso de sapatos fechados por muito tempo e o uso do mesmo
sapato por dias seguidos; levar seu material à manicure quando houver dúvidas quanto
à esterilização; na praia, colocar uma toalha na areia antes de se sentar;
tomar banho logo depois dos exercícios físicos e não usar roupas muito quentes
e justas e de tecidos sintéticos, que absorvem o calor.
O diagnóstico costuma ser feito pelos sintomas, pois manchas
vermelhas, coceira e descamação podem ser um sinal da doença. Mas em alguns
casos poderá ser solicitado um exame micológico direto e cultura para fungos. O
tratamento não é complexo, mas precisa ser seguido à risca já que a infecção é muito
resistente e não deve ser descontinuado antes do prazo recomendado pelo médico
dermatologista.
“Quando a micose não é tratada corretamente pode trazer
graves riscos à saúde. É comum que as lesões melhorem antes do término do
tratamento, mas é fundamental não interromper os cuidados”, orienta o
dermatologista Antonio Lui.




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