Nosso país sempre foi muito desigual, com inúmeras pessoas em
situação de rua. Muitos pais e mães se viam sem oportunidades de empregos para
fazer com que as suas vidas melhorassem e, como consequência disso, acabavam
indo para as ruas com suas crianças.
“A desigualdade faz com que nossa população vá para a rua e isso
aumenta a cada crise que passamos, pois uns enriquecem sem parar e outros ficam
cada vez mais pobres. Antes da pandemia, por exemplo, existiam 702 pessoas em
situação de rua na região do Grande ABC, mas esse número aumentou em mais de
45% durante a crise sanitária, saltando para 1.026 pessoas. Ou seja, muitas
famílias passando fome e que não veem outra solução a não ser colocar as
crianças para trabalhar em semáforos, por exemplo, e ajudar na renda”, afirma o
administrador de empresas Junior Orosco.
Na cidade de São Paulo, através de um levantamento da Prefeitura
realizado antes da pandemia, o número de crianças em situação de rua aumentou
em 31%, saltando de 505 em 2015 para 664 em 2019.
“Quando a gente fala de ajudar as crianças, temos também que falar
em ajudar as famílias delas. Empregando o pai dessa criança, ela vai poder sair
do farol e brincar ao invés de trabalhar. O ambiente familiar ajuda a prevenir
esse tipo de situação, porque quando você fortalece a família, você protege a
criança, mas quando essa família é enfraquecida, todos os problemas que estão
no entorno daquela também afetam a criança”, avalia Orosco.
As pessoas nessa situação acabam buscando meios de sobreviver, e
muitas vezes esses meios acabam saindo do controle da legalidade. Então se um
adulto, que já tem sua personalidade formada há anos, corre o risco de más
influências, imagina os riscos que uma criança ou um jovem não corre? Para
Junior Orosco, que é pré-candidato a deputado federal, um estado rico como o
nosso não pode fechar os olhos para essa realidade.
“Não podemos permitir que São Paulo, um estado poderoso diante da
federação, basicamente uma das locomotivas do nosso país, fique à margem deste
problema. As crianças são o nosso futuro, e como esperar a colheita de bons
frutos se não começarmos a fazer boas plantações? Eu tenho duas filhas e faço
de tudo para dar a elas o melhor, e quero fazer com que outros pais tenham a
oportunidade de fazer igual. Nosso país tem potencial de fazer muito mais pelos
nossos jovens”, afirma Junior.
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