Em entrevista ao Jornal Opinião Pública, Wanessa Bomfim cobra mais oportunidades para mulheres na política
Empenhada em incentivar que mais mulheres participem da vida política do país, a advogada Wanessa Bomfim vem trabalhando para manter acesas as discussões sobre o tema. Idealizadora de ações que visam aumentar o protagonismo feminino na sociedade, como o projeto “Mulheres que Edificam Mulheres”, ela acredita que as mulheres possuem o poder de mudar os rumos da política, caso tenham a oportunidade de ocupar cargos públicos.
“Se eu acredito que as mulheres edificam outras mulheres, acredito que juntas podemos edificar a política, edificar a nossa cidade, edificar o estado e edificar o país”, afirmou.
Em entrevista ao Jornal Opinião Pública, a advogada e pré-candidata a deputada federal falou sobre como tem enxergado as iniciativas propostas para que mais mulheres participem da política, suas visões em relação a como esse tema deveria ser tratado e como deseja contribuir para que o debate acerca deste assunto siga sendo relevante na sociedade.
Jornal Opinião Pública – Você tem protagonizado, já há alguns anos, diversas ações que visam alavancar o debate sobre a participação feminina na política e na sociedade como um todo. Como você analisa o cenário atual em relação a esse tema, especialmente sobre o ingresso das mulheres na vida pública?
Wanessa Bomfim – É só observarmos os dados. Se procurarmos, por exemplo, no Google, veremos a realidade da participação das mulheres na política. Temos 70 deputados federais eleitos por São Paulo, sendo que apenas 11 são mulheres, ou seja, só 15% das cadeiras. E no Parlamento inteiro, com o Senado e a Câmara Federal, esse número é de apenas 10%. Então, essa participação ainda é muito escassa e a maioria dos partidos esperam o pleito para chamarem as mulheres a participar, mas de fato, nos quatro anos isso não acontece, pois se houvesse essa vontade, esse cenário seria diferente.
JOP – Mas a que se deve essa representatividade ainda muito baixa das mulheres na vida política do país, de maneira geral?
WB – Porque os partidos acabam priorizando os homens e induzindo a maioria da população ao erro. Muitas pessoas acreditam que a lei eleitoral de 1997 diz que as chapas devem ser compostas em 70% por homens e 30% por mulheres, sendo que a realidade é de que as chapas precisam conter no mínimo 30% e no máximo 70% de candidatos de um mesmo sexo. E não conheço nenhum partido que montou chapas com 70% de candidatas mulheres e 30% de homens. Então, eu luto com o projeto “Mulheres que Edificam Mulheres” porque acredito que um dia isso vai acontecer. O discurso está bonito, a propaganda eleitoral está bonita, mas na prática não é o que acontece. É só vermos o que acontece em Mauá. Como é que há equilíbrio na política de uma cidade em que não há uma mulher entre os 23 vereadores do município discutindo assuntos referentes à mulher? Isso é triste e não podemos aceitar esse cenário.
JOP – E como seria possível fazer com que mais mulheres ocupem esses espaços?
WB – Primeiramente é preciso gostar de política. Eu mesma não comecei hoje e sim com 14 anos, no Grêmio Estudantil da escola. E também é necessário conscientizar a mulher de seu protagonismo. Muitas vezes elas acabam sendo colocadas em posição de coadjuvante, por exemplo, quando uma mulher que é uma liderança em seu bairro ajuda na eleição de um político e acaba sendo deixada de lado e não participa do seu mandato. É isso o que temos de mudar.
JOP - Além da falta de representantes mulheres na Câmara de Mauá, também falta representatividade da cidade nos âmbitos estadual e federal. Você acredita que esse cenário pode mudar com as eleições deste ano?
WB - Temos uma cidade com quase meio milhão de habitantes. Então temos sim o potencial de eleger uma mulher deputada federal, principalmente para representar os interesses do município em Brasília. Quantas emendas não poderiam vir para Mauá através de um deputado que cuide dos interesses da região? Muitas vezes damos votos a políticos que vêm de fora e não elegemos uma mulher para representar a gente. Eu estudei bastante, fiz administração, sou formada em direito, estudei direito eleitoral e empresarial, porque acredito que quando nos colocamos a disposição de uma vaga, olhamos os requisitos para ela. Já passei por várias experiências, concorri ao cargo de vereadora em Mauá, já fui vítima de violência eleitoral em um caso que ganhou destaque em diversos veículos importantes, e tudo isso me ajudou a me preparar. Hoje me sinto preparada para contribuir e por isso aceitei o convite do partido (Podemos), feito pela presidente nacional Renata Abreu, e me coloquei a disposição para ser a pré-candidata a deputada federal na região.




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