Pedágio sem funcionamento será demolido em Mauá

Por Portal Opinião Pública 14/05/2018 - 14:03 hs
Foto: Nario Barbosa / DGABC

 

A praça de pedágio localizada na saída do Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas para a Avenida Papa João XXIII, em Mauá, deixara de existir. O equipamento, desativado e em completo estado de abandono e deterioração, será demolido por completo pela concessionária do anel viário – a SPMar.

O abandono do espaço foi pauta de reclamação do prefeito da cidade, Atila Jacomussi (PSB) – atualmente detido sob suspeita de lavagem de dinheiro – na reunião entre os chefes do Executivo da região, no dia 8, no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.

De acordo com o relato, o local serve de abrigo a pessoas em situação de rua. A entidade regional ficou de cobrar providências à SPMar, a fim de evitar transtornos.

A praça possui quatro cabines e área administrativa. Papéis de recibo do pedágio estão espalhados por todos os lados, assim como outros materiais que viraram lixo e fiação solta. Uma placa informa que a cobrança de pedágio era de R$ 1,10 para motocicletas e R$ 13,20 para caminhão com seis eixos.

Segundo a SPMar, a praça de pedágio em questão foi construída na época das obras do Trecho Sul do Rodoanel (inaugurado em 2010) para atender ao fluxo da via, “uma vez que no Rodoanel o usuário paga apenas uma tarifa de pedágio e sempre na saída do trecho utilizado”. “Com a construção do Trecho Leste (cuja obra completa foi entregue em 2015), foi necessário ter saída separada para cada trecho para que não houvesse única praça cobrando dois valores de tarifas diferentes”, explicou a concessionária, em nota. Ainda de acordo com a empresa, o valor da cobrança é justificado pela extensão diferente de cada trecho (Leste 43 quilômetros e Sul 60 quilômetros) e, hoje, não há pedágio localizado na cidade de Mauá – as praças das novas saídas estão instaladas no território de Ribeirão Pires.