O ministro Rogério Shietti Cruz, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), rejeitou na manhã desta quarta-feira (16) o pedido de habeas corpus feito pela defesa do prefeito licenciado de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), preso desde a semana passada após a Operação Prato Feito, que investiga denúncias de desvio de recurso na merenda escolar em 30 cidades paulistas.
Com a decisão do ministro, Atila seguirá detido na carceragem da PF (Polícia Federal), em São Paulo, onde está desde a quarta-feira da semana passada (9).
Ele foi preso em flagrante depois que policiais encontraram R$ 87 mil em espécie em sua residência quando cumpriam mandado de busca e apreensão na casa do político.
Inicialmente, Atila era apenas investigado, suspeito de ter recebido parte da verba desviada de contratos da merenda escolar.
A defesa do prefeito licenciado ainda não se posicionou a respeito dos próximos passos jurídicos. Os advogados asseguram que o dinheiro encontrado na casa de Atila é compatível com a renda dele e que não advém de propina da merenda.
Atila se licenciou do cargo na terça-feira (15), por até 15 dias. A vice-prefeita, Alaíde Damo (MDB), está como prefeita interina.
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