Projetos de alunos da ETEC de Ribeirão Pires são escolhidos para participar de festival internacional

Por Portal Opinião Pública 06/09/2023 - 11:05 hs
Foto: Divulgação
Projetos de alunos da ETEC de Ribeirão Pires são escolhidos para participar de festival internacional
Alunos da ETEC de Ribeirão Pires apresentaram projetos na sede da Intel, no fim de agosto

Dois projetos desenvolvidos por alunos da ETEC (Escola Técnica Estadual) Profª Maria Cristina Medeiros, em Ribeirão Pires, foram escolhidos para representar o Brasil no Festival Global de Impacto da IA da Intel, evento internacional que busca incentivar projetos baseados no uso de inteligência artificial. Os nomes dos participantes que integrarão a etapa final do festival, que será disputada na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, serão divulgados no dia 13 de setembro.

Um dos projetos escolhidos é um sistema de rastreamento do movimento ocular com visão computacional para auxiliar na comunicação de pessoas com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). A ferramenta foi desenvolvida pelos estudantes - do terceiro ano do Ensino Médio Integrado ao Técnico de Informática para Internet - Pedro Nicolas Costa, Raíssa Bespalec Daloia e Laura Esther Correia Jeronimo e tem o intuito de melhorar a qualidade de vida de pacientes que desenvolvem a doença.

Para desenvolver a ferramenta, os alunos utilizaram a inteligência artificial e a visão computacional, criando assim um sistema capaz de escrever palavras somente com os movimentos oculares dos pacientes. A doença degenerativa causa paralisia muscular, inclusive na face e na boca, incapacitando a comunicação. Entre os casos mais conhecidos está o escritor Stephen Hawking.

De acordo com os alunos, a doença atinge estágios em que a pessoa não consegue mais se mexer nem falar, o que torna difícil a comunicação com os médicos e cuidadores. “A aplicação detecta o movimento ocular, transformando piscadas em cliques e olhares em frases. A ideia é que as pessoas possam ainda escolher expressões pré-programadas, fazendo com que a inteligência artificial aprenda as preferências de cada paciente, sugerindo frases personalizadas”, explica Pedro Costa.

Já o segundo projeto é uma ferramenta que compara técnicas de machine learning para identificar erros em palavras semelhantes na língua portuguesa, proposta por Laura Esther. A ideia surgiu após ela perceber a dificuldade de estudantes em redações com palavras que têm a mesma pronúncia, mas são escritas de formas diferentes, conhecidas como homófonas, e com palavras que têm grafias semelhantes, porém significados distintos (parônimas). Com isso, a jovem conseguiu desenvolver a ferramenta para auxiliar na identificação dessas expressões.

“Por meio de técnicas de processamento de linguagem natural e machine learning, utilizamos algoritmos para identificar o uso errôneo de palavras homófonas e parônimas, facilitando a percepção e o aprendizado dos jovens”, conta a aluna.

Os dois trabalhos foram orientados pelos professores Anderson Vanin e Cíntia Pinho, que avaliam o concurso como uma oportunidade para que novas perspectivas surjam no desenvolvimento acadêmico e profissional dos alunos. “Esse reconhecimento serve de estímulo para que os jovens possam avançar nos protótipos e continuar produzindo soluções tecnológicas que tragam avanços para a sociedade”, ressalta Anderson Vanin.

Os projetos também foram apresentados na sede da Intel Brasil, na capital paulista, no último dia 24. Segundo o diretor de políticas públicas da empresa, Emilio Loures, a participação dos alunos no festival é resultado da parceria com o CPS, que trouxe o programa AI For Youth para o País. ”Os projetos servirão de referência para atrair mais jovens para o mundo da tecnologia e multiplicar os conhecimentos no uso da inteligência interficial”, afirma.

Além da participação no festival da Intel, a proposta disputou a 21ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) e conquistou o segundo lugar na votação popular da mostra de projetos.