A cidade de Mauá conquistou posição de destaque nacional ao
ser reconhecida na categoria “Compromisso com a Universalização do Saneamento”
no estudo do Ranking do Saneamento Básico 2026, realizado pela Associação
Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES).
Atendida pela BRK nos serviços de esgotamento sanitário, a cidade
somou 470,48 pontos no levantamento, evidenciando avanços consistentes na
ampliação e eficiência dos serviços. O estudo foi elaborado com base em dados
oficiais do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA),
referentes ao ano de 2024.
Enquanto a média de tratamento de esgoto em municípios com
mais de 100 mil habitantes apontada pelo ranking é de 38,73%, Mauá já alcançou
91% de tratamento e 95% de coleta de efluentes, atingindo indicadores que
antecipam em uma década as metas estabelecidas pelo Novo Marco Legal do
Saneamento.
De acordo com a gerente de operações da BRK em Mauá, Viviane
Moraes, a evolução é resultado de investimentos contínuos na infraestrutura. Há
pouco mais de 20 anos, o município apresentava 77% de coleta e não realizava
tratamento de esgoto.
“Investimentos da ordem de R$ 260 milhões permitiram ampliar
o sistema de esgotamento sanitário, com a implantação da ETE Mauá, a construção
de estações elevatórias e a expansão da rede coletora, que hoje soma 615
quilômetros. Essas obras foram fundamentais para a interligação dos sistemas e
a melhoria dos serviços”.
O levantamento também evidencia a relação entre saneamento e
saúde pública. Entre os municípios de grande porte, a taxa média de internações
por doenças de veiculação hídrica passa de 31,94 com base em 100 mil
habitantes, refletindo em problemas na saúde da população.
A disposição adequada do esgoto, como ocorre em Mauá, ajuda
a prevenir casos de hospitalizações relacionadas a doenças de veiculação
hídrica, como diarreia, disenteria bacteriana, febre tifoide, cólera,
leptospirose, hepatite A, verminoses e até mesmo as chamadas arboviroses, como
dengue, chikungunya e zika, transmitidas por insetos.
“Os serviços de saneamento têm impacto direto nos
indicadores de saúde da população. Normalmente, os grupos mais afetados pela
falta de saneamento são as mulheres, as crianças e os idosos, por isso a
universalização do saneamento, como ocorre em Mauá, é uma necessidade tão
fundamental”, destaca a gerente.
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