A capacidade de ouvir desempenha
um papel importante muito antes da criança pronunciar as primeiras palavras.
Desde os primeiros meses de vida, a audição contribui para o reconhecimento da
voz dos pais, a interação com o ambiente e para o desenvolvimento da fala.
Por isso, acompanhar a saúde
auditiva desde o nascimento é fundamental. O primeiro cuidado começa na
maternidade, com o Teste da Orelhinha, um exame rápido e indolor, que permite
identificar alterações e, se necessário, orientar acompanhamento especializado.
De acordo com o
otorrinolaringologista Thiago Brunelli, do hospital Santa Casa de Mauá, o
resultado normal do teste é importante, mas não significa que a criança esteja
dispensada de avaliações ao longo do crescimento. “Algumas alterações surgem
com o tempo ou não aparecem na triagem. Os pais precisam estar atentos às
respostas da criança aos sons e acompanhar os marcos de desenvolvimento”,
explica.
Nos primeiros meses, os sinais
mais comuns são a criança se acalmar ao ouvir a voz dos pais e demonstrar
atenção diante de certos ruídos. Com o passar do tempo, as manifestações ficam
mais perceptíveis e merecem atenção a ausência de resposta quando o bebê é
chamado, a dificuldade para localizar de onde vem o som ou o desinteresse pela
voz humana.
Conforme a criança cresce, vale
observar o desenvolvimento da comunicação. Balbucios, tentativas de imitar
sons, compreensão de palavras e evolução do vocabulário são parte de um
processo que envolve diferentes habilidades, além da capacidade de ouvir adequadamente.
Quando a criança não apresenta os
comportamentos esperados para sua faixa etária ou deixa de responder a sons aos
quais antes reagia, é recomendável conversar com o pediatra e procurar um
otorrinolaringologista.
Problemas comuns na infância
também podem comprometer a capacidade de ouvir, como por exemplo, as otites,
que podem provocar acúmulo de líquido no ouvido médio e uma redução da audição,
especialmente em episódios recorrentes.
Já os sinais como dificuldade
para acompanhar conversas, necessidade de aumentar frequentemente o volume da
televisão, pedidos constantes para repetir o que foi dito ou desatenção podem
ter relação com a audição e não com a falta de atenção ou comportamento. “É
importante diferenciar a dificuldade de concentração de uma criança que não
está ouvindo bem. Uma perda auditiva, mesmo que temporária, pode interferir na
compreensão das orientações, na interação social e na aprendizagem”, destaca o
especialista.
A avaliação com o
otorrinolaringologista deve ocorrer quando existir um comportamento diferente
relacionado à audição ou à comunicação. O acompanhamento envolve observação,
novas avaliações ou tratamentos específicos. Em situações de perda auditiva
permanente, as intervenções podem incluir aparelhos auditivos, implantes
cocleares e acompanhamento fonoaudiológico, conforme a necessidade individual.
O Hospital Santa Casa de Mauá
está localizado na Avenida Dom José Gaspar, nº 1.374, Vila Assis, Mauá. Mais
informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 2198-8300 ou pelo site da
instituição: https://santacasamaua.org.br/.
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